Assista o vídeo completo em https://www.youtube.com/watch?v=pGUHOV8SNec&feature=youtu.be
Reage Enfermagem
domingo, 2 de abril de 2017
domingo, 11 de setembro de 2016
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS HOSPITALARES E RECIPIENTES DE MEDICAMENTOS
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO DE
EQUIPAMENTOS HOSPITALARES.
1-Via endovenosa de medicação:
conexões próprias com medidas diferentes das demais vias, nos frascos, no
equipo, nos cateteres, nas torneiras, nos extensores intermediários, nas
agulhas e nas seringas. A medida atual de conexão deve ser mantida para essa
via. Pois, as seringas continuarão sendo usadas para conectar a outros
equipamentos que não necessitam de alterações como é o caso do balão da cânula
de traqueostomia, do cateter vesical de demora e das agulhas para coletas de
sangue. A variedade da capacidade cúbica das mesmas deve ser mantida para essa
via.
O equipo apropriado para essa via
deve continuar sendo usado para conectar ao cateter vesical de três vias.
2-Via endovenosa para hemoderivados:
conexões próprias com medidas diferentes das outras vias, nas bolsas, no
equipo, nos cateteres, nas torneiras, nas agulhas e nas seringas que deverão ter
capacidade cúbica para 10 mL. Específicas para desobstruções.
Hemoderivados não podem ser infundidos
na veia junto com outras medicações. Normalmente quando um profissional vai
realizar esse procedimento é preciso fazer uma nova punção venosa mesmo quando
o paciente já está com um acesso venoso. Ou porque está recebendo vários
medicamentos ao mesmo tempo ou porque precisa de uma veia de maior calibre para
receber o hemoderivado. Portanto, essa via deve ser separada.
3- Via gástrica e entérica: conexões
próprias com medidas diferentes das outras vias, nos frascos nas bolsas, nas
seringas, no equipo e nos cateteres.
Havendo a separação das vias não é
necessário fabricar uma grande variedade de seringas com capacidade cúbica
diferente para cada uma, é preciso avaliar a função das mesmas em cada via. No
caso da via gástrica e entérica a seringa é necessária para injetar comprimidos
dissolvidos, lavar o interior do cateter para evitar entupimentos e para
desobstruir. As seringas menores têm maior capacidade de pressão em casos de
desobstruções, porém as experiências do dia a dia mostram que quando uma seringa
de 20 mL ou de 10 mL não desobstrui um cateter entérico outras de capacidade
cúbica menor também não o faz. Portanto, como para as outras funções são
necessários entre 10 e 20 mL de líquido, as seringas devem ter essas
capacidades.
4-Via parenteral para dieta: conexões
próprias com medidas diferentes das demais vias, nos frascos ou bolsas, no
equipo, nos cateteres, nas agulhas e seringas. A nutrição parenteral não é
muito comum. Portanto para essa via talvez seja interessante introduzir o uso
de seringas com capacidade para 10 mL e agulhas que possam ser esterilizadas
após a utilização para serem reutilizadas.
5-Via retal: conexões próprias com
medidas diferentes das demais vias, nos frascos, no equipo e nos cateteres.
6- Derivação ventricular externa
(DVE) e derivação lombar externa (DLE): modificação das torneiras existentes
nestes sistemas para não coincidir com as torneiras da via endovenosa e
fabricação de seringas e agulhas para o padrão.
Tanto o sistema de derivação
ventricular externa quanto o de derivação lombar externa são equipados com dois
recipientes para receber o material biológico proveniente do corpo do paciente.
Quando junta uma determinada quantidade de material no primeiro recipiente, o
profissional transfere o conteúdo para o segundo recipiente que tem maior
capacidade cúbica, através de uma extensão que liga os mesmos para deixar o
primeiro recipiente livre para receber mais material se necessário. A extensão
localizada entre o primeiro e o segundo recipiente deve ter suas medidas alargadas.
Pois, é comum o entupimento da mesma causando transtornos para a enfermagem.
7-Via inalatória: extensões com
conexões próprias e medidas diferentes das outras vias.
Atualmente as extensões dos
inaladores conhecidas como “chicote” podem ser conectadas perfeitamente nos
acessos venosos. Não há razão técnica alguma relacionada ao trabalho da
enfermagem para esses equipamentos serem construídos dessa maneira. A conexão
não pode ocorrer acidentalmente. Uma vez que, o gás oxigênio não deve ser
injetado direto na veia.
8- Cateteres para diálise também
devem ser padronizados.
9- Definir uma altura padrão para
macas e leitos que não possuam dispositivos de regulagem de altura. Pois,
transferir um paciente de um leito que tem uma determinada altura para uma maca
mais alta força o trabalhador a erguer o peso com a sua coluna vertebral
curvada. Todas as macas e leitos de qualquer hospital deve ter a mesma altura
porque é muito comum a transferência de um paciente de uma instituição para
outra e dentro de cada hospital transferir pacientes da maca para o leito e ao
contrário são procedimentos rotineiros.
Não tenho dúvida de que se for feito
uma pesquisa sobre quais são as doenças que mais atinge os profissionais da
enfermagem, o resultado será problemas: emocionais, na coluna e articulações
dos membros superiores.
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO DE
RECIPIENTES DE MEDICAMENTOS.
1-Todo medicamento endovenoso que não
pode ser administrado em quantidade de solução inferior a 20 mL, deve ser
dissolvido pelo laboratório responsável e colocado em frasco com conexão padrão
para a via endovenosa de medicação. Se houver alguma razão química contrária,
deve-se montar um pacote contendo um frasco do medicamento, uma bolsa com a
conexão padrão contendo a solução em quantidade ideal. Existem no mercado,
bolsas de solução com conexão para frascos de solutos, que dispensam o uso de
seringas e agulhas na diluição do medicamento e com conexão para o equipo. Esse
modelo de bolsa deve ser escolhido porque é econômico, evita acidentes com
agulhas e contaminação do medicamento.
2- O uso de buretas para medicação
deve ser abolido porque existem vários problemas com essa utilização: o
profissional pode esquecer-se de fazer a desinfecção do local de injeção do
medicamento no recipiente, de marcar a hora do início da utilização, a extensão
do equipo que encaixa no frasco de soro normalmente é muito curta e não permite
alcançar outro gancho no suporte de soro. Ao manusear apressadamente uma
seringa com agulha conectada, no momento de injetar a medicação na bureta, no
alto, próximo de um paciente, o trabalhador pode deixar escapar das mãos e
provocar um acidente. Além de tudo isso, se o item número 1 desta proposta for
aprovado, não será mais necessária essa utilização porque a função da bureta é
receber quantidade fracionada da solução contida em um frasco para diluir
medicamentos.
3- Medicamentos como cloreto de
potássio 19,1%, que são exclusivos para ser colocados nos frascos de soro,
devem ser levados aos hospitais em seringas graduadas sem conexão para agulha
ou qualquer via, apenas com um bico para injetar o medicamento no frasco.
Atualmente esses medicamentos podem ser confundidos com água destilada e
cloreto de sódio 0,9%, pois, todos são colocados em ampolas de 10 mL.
4- Solução de glicose em concentração
superior a 5%, apenas deve ser colocada em ampolas de 10 mL para evitar o risco
de superdose.
5- Medicamentos que não podem ser
ingeridos, inalados ou colocados nos olhos como nitrato de prata na
concentração de 50%, não devem ser acondicionados em frascos que contenham
conta-gotas. O ideal é transformá-los em pomadas ou colocar em fracos com
medidores específicos.
6- As cartelas de comprimidos devem
ser picotadas e cada comprimido deve ser identificado com o nome genérico do
medicamento para facilitar o trabalho da enfermagem. Atualmente muitos
comprimidos são colocados em cartelas com apenas uma identificação, normalmente
em destaque o nome comercial que pode mudar com frequência nos hospitais. Isso
obriga os trabalhadores dos hospitais a cotarem as cartelas e fazer a
identificação com etiquetas, então alguns problemas ocorrem: a etiqueta pode se
desprender deixando o comprimido sem identificação. Nesse caso o mesmo é
descartado causando prejuízo, se a etiqueta for colada na parte do invólucro do
comprimido que é rompida para a retirada do mesmo, torna esse procedimento mais
difícil.
Um problema mais grave é a
possibilidade de ocorrer troca dos nomes dos comprimidos durante a
identificação com etiquetas. É preciso entender que o trabalho dentro de um hospital
é bem diferente do trabalho em um laboratório. No hospital a quantidade de
trabalho é determinada pela alta e inconstante quantidade de pacientes que o
procura e pela complexidade dos casos. Frequentemente é possível observar uma
situação tumultuada. Isso causa dificuldade para fazer previsão e organizar as
tarefas.
7- Medicamentos exclusivos para via
intramuscular devem ser levados aos hospitais em seringas com agulhas fixas ou
em pacotes contendo o soluto, o solvente, seringas e agulhas específicas para
essa via.
Os medicamentos para a via subcutânea
que têm doses usuais definidas também devem ser levados aos hospitais nas
seringas com as agulhas fixadas. Isso, além de evitar acidentes diminui a
manipulação do medicamento dentro do hospital e consequentemente o risco de
contaminação por agentes infecciosos.
É necessário manter seringas de um mL
para insulina disponível nos hospitais pelo fato de haver uma variedade de dose
usual muito grande. Mas, o ideal é que as seringas sejam vendidas com as
agulhas fixadas.
8- Frascos de medicamentos de uso
tópico exclusivo como vaselina, de produtos de limpeza, de laxantes orais a
base de óleo e xaropes não podem ter possibilidade de conexão com equipo. As
tampas dos mesmos devem ser rígidas.
9- Definir um tamanho mínimo para a
fonte da escrita utilizada para identificar medicamentos. Existem medicamentos
no mercado identificados com letras tão miúdas que são de difícil visualização,
mesmo para quem tem boa visão.
10- Disponibilizar medicamentos em
doses apropriadas para recém-nascidos a fim de evitar o método de fracionamento
com a diluição para diminuir a manipulação e evitar erros de cálculos que podem
resultar em superdose.
11- Hospitais não devem manter
equipes específicas para diluição de medicamentos. Isso deve ser feito pelo
profissional que vai administrar, uma vez que, o mesmo é responsável pela
medicação. Ninguém deve ser obrigado a fazer infusão de medicamentos diluídos
por outros profissionais.
É muito fácil dizer que não se pode
errar ao cuidar de uma vida humana e que nada justifica uma falha, sobretudo,
quando quem diz não é quem o faz, é cômodo fingir que as condições de trabalho
são boas e que os dirigentes do sistema estão trabalhando para melhorar ainda
mais, é confortável cobrar eficiência de um trabalhador sem querer saber das
dificuldades como se dissesse simplesmente: “se vira”. Porém, é difícil
trabalhar sob pressão e ao mesmo tempo ter inúmeras possibilidades de
falhar.
EJIVALDO DO ESPÍRITO SANTO
sábado, 15 de novembro de 2014
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