É importante que todos saibam como funciona um hospital e
como é realizado o trabalho da enfermagem para entender as dificuldades dos
profissionais.
Baseando-me em dados obtidos em seminários dos quais
participei, na minha experiência de dez anos como profissional e conversando
com colegas de profissão que trabalham em diversos hospitais concluí que um
auxiliar de enfermagem ou um técnico de enfermagem assume escalas de trabalho
com seis pacientes internados, em média. Em algumas instituições esse número
pode chegar até nove pacientes. É uma situação complicada, pois, cada paciente
tem necessidades bem diferentes dos demais. O profissional deve cuidar de todos
de maneira integral. Além disso, o tratamento é feito em ciclos, cada item da
prescrição médica tem dia e hora marcada para ser realizado. O ciclo é
coincidente para todos pacientes. Por exemplo: 10 horas é hora de medicação. O
profissional deve medicar todos pacientes da sua escala ao mesmo tempo, e mais,
não há equipes de enfermagem disponíveis apenas para emergências, se houver uma
parada cardíaca, por exemplo, seja na própria escala ou na escala de um colega,
o trabalhador tem a obrigação de atender preferencialmente a vítima,
independentemente de estar na hora de execução das prescrições médicas ou não.
Em algumas instituições privadas o número de pacientes para
cada trabalhador pode ser menor. Porem a dinâmica de trabalho é diferente e
existem outras atividades a serem realizadas, como por exemplo, prestar conta
de cada material usado no atendimento.
Nos serviços de pronto atendimento dos hospitais não há
número definido de pacientes para ser atendidos. São socorridos quantos
chegarem necessitando de ajuda e as equipes de trabalhadores não são grandes.
Além da quantidade de trabalho existe um fator extremamente
causador de estresse que é a diversidade de procedimentos bem diferentes a
serem realizados.
São responsabilidades da enfermagem: medicação,
alimentação, higienização e orientação dos pacientes, bem como, coletas de
materiais biológicos para exames, documentação das atividades, cuidados com
materiais em geral. Entre outras.
Os auxiliares e os técnicos de enfermagem atendem as
solicitações dos médicos, dos enfermeiros gerentes e coordenadores, dos
pacientes e dos familiares de pacientes.
Alguns equipamentos hospitalares são construídos de maneira
equivocada e muitos medicamentos são acondicionados em recipientes de forma
insegura. Tudo isso contribui para a ocorrência de acidentes graves.
Existem vários tipos de cateteres que não devem ser confundidos
pela enfermagem. Há uma via correta para administração de cada medicamento e
das dietas. Ao conectar um equipo no cateter errado, o profissional pode
provocar a morte de um paciente. Foi noticiado nos meios de comunicação o caso
da vaselina colocada na veia de uma menina e logo depois o caso da dieta
infundida na veia de uma criança. Para quem não entende de enfermagem pode
parecer dois erros diferentes. Na verdade, trata-se do mesmo erro cometido por
outro profissional novamente, é o ato de conectar o equipo no cateter errado.
Para entender a gravidade do problema: há mais de dez anos quando fiz o curso
de auxiliar de enfermagem, uma das professoras relatou em sala de aula um caso
de morte de uma paciente por receber dieta na veia. É, portanto, um fato que se
repete ao longo do tempo. Todos os casos de acidentes não são divulgados porque
as vítimas e familiares podem não querer se expor e apenas acionar a justiça ou
até mesmo não perceber que houve falha.
Cada cateter de um paciente internado é conectado ao equipo
e desconectado várias vezes ao dia por várias razões. É importante esclarecer
que apesar de existir sempre um auxiliar ou um técnico de enfermagem
responsável pelo atendimento ao paciente, outros colegas de função e outros da
equipe multiprofissional como médicos, nutricionistas e fisioterapeutas também
prestam atendimento direto ao paciente. Durante o atendimento pode ocorrer
desconexão acidental e o profissional ao tentar reconectar pode fazer de forma
errada. Pode haver também a necessidade da desconexão para a realização de um
procedimento. Por exemplo: um auxiliar de enfermagem que não é o responsável
pela escala na qual o paciente se encontra vai fazer o transporte do mesmo até
uma sala de realização de exames, enquanto o responsável realiza outras tarefas,
e resolve desconectar os cateteres porque fica mais fácil para realizar o
procedimento. Ao retornar reconecta tudo. Então, o fato de haver uma conexão
errada não significa que foi o responsável pela escala que a fez. Pode até
mesmo acontecer de um profissional acreditar ter feito uma conexão errada
quando na verdade foi outro. Pois, num hospital as coisas às vezes acontecem
muito rápido: um profissional acaba de fazer uma conexão e outro desconecta
para em seguida conectar novamente. O trabalhador não tem como vigiar seu
paciente o tempo todo. Pois, atende pacientes em mais de uma sala, precisa ir
ao posto de enfermagem, trabalha em salas de outras escalas para ajudar colegas
em procedimentos difíceis de ser realizados por uma pessoa e necessita fazer
suas refeições.
De maneira nenhuma podem ser permitidas câmeras filmando o
trabalho da enfermagem para identificar possíveis culpados por uma falha. Isso
pode ser extremamente constrangedor para os pacientes e profissionais.
Depois dos acidentes noticiados nos meios de comunicação, a
relação dos pacientes e familiares com a enfermagem se tornou mais difícil: há
muita desconfiança e questionamentos constantes com relação aos medicamentos. É
interessante destacar que alguns medicamentos quando injetados na veia podem
provocar uma reação alérgica violenta com sintomas importantes e imediatos. Faz
parte do chamado risco/benefício. Nesses casos, deve ser administrado um
antialérgico imediatamente. Se tudo isso acontecer, nas circunstâncias atuais,
na presença de um leigo, fatalmente o mesmo acreditará que se trata de uma
medicação errada.
Nada foi feito até o momento para evitar acidentes a não
ser a implantação de protocolos de atendimentos e treinamentos que só servem
para dizer o que todos trabalhadores já sabem: que devemos ser responsáveis,
que é preciso cuidado com medicação de alta vigilância, que devemos prevenir o
risco de queda de pacientes, que é preciso ficar atento para medicar o paciente
certo, na hora certa pela via certa etc.
Os protocolos são importantes para a organização do
trabalho. Porém, alguns esbarram na particularidade do caso e na
individualidade do paciente. Por exemplo: pacientes acamados necessitam de
mudanças de decúbito periodicamente para evitar o surgimento de úlceras por
pressão (feridas). Para fiscalizar de maneira mais fácil esse trabalho os
diretores de um hospital resolvem padronizar os horários de mudança de
decúbito. Então se às 14 horas um paciente acamado estiver em decúbito lateral
esquerdo os demais devem estar na mesma posição. Entretanto, alguns pacientes
podem já se encontrarem com feridas no lado esquerdo do corpo. O auxiliar ou
técnico obviamente dará preferência para o decúbito lateral direito e o
decúbito dorsal horizontal. Problemas pulmonares também podem interferir na
mudança de decúbito. Exemplo: um paciente obeso com o pulmão direito
comprometido por alguma patologia se for deixado em decúbito lateral esquerdo
terá o pulmão esquerdo extremamente comprimido dificultando mais ainda a respiração.
Em pacientes com problemas respiratórios deve-se priorizar a posição na qual o
mesmo consegue respirar melhor.
No parágrafo anterior tratei do que eu chamo de
particularidade do caso, quanto à individualidade do paciente é importante
destacar que pacientes conscientes têm o direito de recusar tratamentos e os
protocolos de atendimentos nem sempre agradam a todos, no que diz respeito às
mudanças de decúbito, um paciente pode estar acamado, porém, consciente. Alguns
não têm o habito de ficar por horas em um determinado decúbito, sentem-se
desconfortáveis e até aceitam ficar nesta posição, porém, por algumas dezenas
de minutos.
Os protocolos para frequência de mudança de decúbito
normalmente tratam a questão de maneira generalista, para qualquer paciente, o
mesmo tempo na mesma posição.
É totalmente diferente a situação de um paciente em coma,
obeso, edemaciado e com pele frágil de um paciente acamado, mas que, possui uma
capacidade mínima de mobilidade, tem pele firme, boa capacidade de circulação
sanguínea, está bem nutrido e que não quer ser acordado de duas em duas horas
para ter a sua posição no leito mudada.
Todos esses problemas mencionados acima, somados a
uma política de desvalorização aos servidores públicos na cidade de São Paulo,
que atinge muitos profissionais da enfermagem, estão causando desmotivação
desses trabalhadores.
A solução para o problema das conexões é uma nova
padronização das medidas das mesmas. Para cada via, medidas diferentes. Essa
padronização deve ser feita nos frascos, nas duas pontas do equipo, nas torneiras,
nos extensores intermediários, nas seringas, nas agulhas e nos cateteres. Se
não houver a possibilidade de conectar o medicamento ou a dieta na via errada,
não haverá como ocorrer o erro.
O encaixe para a ponta do equipo nos frascos e bolsas não
pode ter elasticidade suficiente para permitir a conexão de um equipo maior que
o apropriado e nem deve ter borracha ou qualquer outro material similar em seu
interior, para evitar a conexão de um equipo menor e o risco de introduzir
fragmentos dentro da medicação ao se fazer a conexão.
Atualmente já existe equipo especifico para determinados
medicamentos e dietas. Mas, as conexões são iguais para todos. Existe também
uma grande variedade de seringas com capacidade cúbica diferente. Com a
padronização das medidas das conexões não é necessária essa mesma variedade de
seringas para cada via que precisa do uso de seringas. Sobre isso, explicarei
mais adiante na proposta de padronização que descreverei.
As seringas devem ser identificadas com o nome da via e por
cores para facilitar trabalho.
O equipo também pode ser padronizado por cor em toda sua
extensão ou em partes específicas.
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS HOSPITALARES.
1-Via endovenosa de medicação: conexões próprias com
medidas diferentes das demais vias, nos frascos, no equipo, nos cateteres, nas
torneiras, nos extensores intermediários, nas agulhas e nas seringas. A medida
atual de conexão deve ser mantida para essa via. Pois, as seringas continuarão
sendo usadas para conectar a outros equipamentos que não necessitam de
alterações como é o caso do balão da cânula de traqueostomia, do cateter
vesical de demora e das agulhas para coletas de sangue. A variedade da
capacidade cúbica das mesmas deve ser mantida para essa via.
O equipo apropriado para essa via deve continuar sendo
usado para conectar ao cateter vesical de três vias.
2-Via endovenosa para hemoderivados: conexões próprias com
medidas diferentes das outras vias, nas bolsas, no equipo, nos cateteres, nas
torneiras, nas agulhas e nas seringas que deverão ter capacidade cúbica para 10
ml. Específicas para desobstruções.
Hemoderivados não podem ser infundidos na veia junto com
outras medicações. Normalmente quando um profissional vai realizar esse
procedimento é preciso fazer uma nova punção venosa mesmo quando o paciente já
está com um acesso venoso. Ou porque está recebendo vários medicamentos ao
mesmo tempo ou porque precisa de uma veia de maior calibre para receber o
hemoderivado. Portanto, essa via deve ser separada.
3- Via gástrica e entérica: conexões próprias com medidas
diferentes das outras vias, nos frascos nas bolsas, nas seringas, no equipo e
nos cateteres.
Havendo a separação das vias não é necessário fabricar uma
grande variedade de seringas com capacidade cúbica diferente para cada uma, é
preciso avaliar a função das mesmas em cada via. No caso da via gástrica e
entérica a seringa é necessária para injetar comprimidos dissolvidos, lavar o
interior do cateter para evitar entupimentos e para desobstruir. As seringas
menores têm maior capacidade de pressão em casos de desobstruções, porém as
experiências do dia a dia mostram que quando uma seringa de 20 ml ou de 10 ml
não desobstrui um cateter entérico outras de capacidade cúbica menor também não
o faz. Portanto, como para as outras funções são necessários entre 10 e 20 ml
de líquido, as seringas devem ter essas capacidades.
4-Via parenteral para dieta: conexões próprias com medidas
diferentes das demais vias, nos frascos ou bolsas, no equipo, nos cateteres,
nas agulhas e seringas. A nutrição parenteral não é muito comum. Portanto para
essa via talvez seja interessante introduzir o uso de seringas com capacidade
para 10 ml e agulhas que possam ser esterilizadas após a utilização para serem
reutilizadas.
5-Via retal: conexões próprias com medidas diferentes das
demais vias, nos frascos, no equipo e nos cateteres.
6- Derivação ventricular externa e derivação
lombar externa: modificação das torneiras existentes nestes sistemas para não
coincidir com as torneiras da via endovenosa e fabricação de seringas e agulhas
para o padrão.
Tanto o sistema de derivação ventricular externa quanto o
de derivação lombar externa são equipados com dois recipientes para receber o
material biológico proveniente do corpo do paciente. Quando junta uma
determinada quantidade de material no primeiro recipiente, o profissional
transfere o conteúdo para o segundo recipiente que tem maior capacidade cúbica,
através de uma extensão que liga os mesmos para deixar o primeiro recipiente
livre para receber mais material se necessário. A extensão localizada entre o
primeiro e o segundo recipiente deve ter suas medidas alargadas. Pois, é comum
o entupimento da mesma causando transtornos para a enfermagem.
7-Via inalatória: extensões com conexões próprias e medidas
diferentes das outras vias.
Atualmente as extensões dos inaladores conhecidas como
“chicote” podem ser conectadas perfeitamente nos acessos venosos. Não há razão
técnica alguma relacionada ao trabalho da enfermagem para esses equipamentos
serem construídos dessa maneira. A conexão não pode ocorrer acidentalmente. Uma
vez que, o gás oxigênio não deve ser injetado direto na veia.
8- Cateteres para diálise também devem ser padronizados.
9- Definir uma altura padrão para macas e leitos que não
possuam dispositivos de regulagem de altura. Pois, transferir um paciente de um
leito que tem uma determinada altura para uma maca mais alta força o
trabalhador a erguer o peso com a sua coluna vertebral curvada. Todas as macas
e leitos de qualquer hospital deve ter a mesma altura porque é muito comum a
transferência de um paciente de uma instituição para outra e dentro de cada
hospital transferir pacientes da maca para o leito e ao contrário são procedimentos
rotineiros.
Não tenho dúvida de que se for feito uma pesquisa sobre
quais são as doenças que mais atinge os profissionais da enfermagem, o
resultado será problemas: emocionais, na coluna e articulações dos membros
superiores.
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO DE RECIPIENTES DE MEDICAMENTOS.
1-Todo medicamento endovenoso que não pode ser administrado
em quantidade de solução inferior a 20 ml, deve ser dissolvido pelo laboratório
responsável e colocado em frasco com conexão padrão para a via endovenosa de
medicação. Se houver alguma razão química contrária, deve-se montar um pacote
contendo um frasco do medicamento, uma bolsa com a conexão padrão contendo a
solução em quantidade ideal. Existem no mercado, bolsas de solução com conexão
para frascos de solutos, que dispensam o uso de seringas e agulhas na diluição
do medicamento e com conexão para o equipo. Esse modelo de bolsa deve ser
escolhido porque é econômico, evita acidentes com agulhas e contaminação do
medicamento.
2- O uso de buretas para medicação deve ser abolido porque
existem vários problemas com essa utilização: o profissional pode esquecer-se
de fazer a desinfecção do local de injeção do medicamento no recipiente, de
marcar a hora do início da utilização, a extensão do equipo que encaixa no frasco
de soro normalmente é muito curta e não permite alcançar outro gancho no
suporte de soro. Ao manusear apressadamente uma seringa com agulha conectada,
no momento de injetar a medicação na bureta, no alto, próximo de um paciente, o
trabalhador pode deixar escapar das mãos e provocar um acidente. Além de tudo
isso, se o item número 1 desta proposta for aprovado, não será mais necessária
essa utilização porque a função da bureta é receber quantidade fracionada da
solução contida em um frasco para diluir medicamentos.
3- Medicamentos como cloreto de potássio 19,1%, que são
exclusivos para ser colocados nos frascos de soro, devem ser levados aos
hospitais em seringas graduadas sem conexão para agulha ou qualquer via, apenas
com um bico para injetar o medicamento no frasco. Atualmente esses medicamentos
podem ser confundidos com água destilada e cloreto de sódio 0,9%, pois, todos
são colocados em ampolas de 10 ml.
4- Solução de glicose em concentração superior a 5%, apenas
deve ser colocada em ampolas de 10 ml para evitar o risco de superdose.
5- Medicamentos que não podem ser ingeridos, inalados ou
colocados nos olhos como nitrato de prata na concentração de 50%, não devem ser
acondicionados em frascos que contenham conta-gotas. O ideal é transformá-los
em pomadas ou colocar em fracos com medidores específicos.
6- As cartelas de comprimidos devem ser picotadas e cada
comprimido deve ser identificado com o nome genérico do medicamento para
facilitar o trabalho da enfermagem. Atualmente muitos comprimidos são colocados
em cartelas com apenas uma identificação, normalmente em destaque o nome
comercial que pode mudar com frequência nos hospitais. Isso obriga os
trabalhadores dos hospitais a cotarem as cartelas e fazer a identificação com
etiquetas, então alguns problemas ocorrem: a etiqueta pode se desprender
deixando o comprimido sem identificação. Nesse caso o mesmo é descartado
causando prejuízo, se a etiqueta for colada na parte do invólucro do comprimido
que é rompida para a retirada do mesmo, torna esse procedimento mais difícil.
Um problema mais grave é a possibilidade de ocorrer troca
dos nomes dos comprimidos durante a identificação com etiquetas. É preciso
entender que o trabalho dentro de um hospital é bem diferente do trabalho em um
laboratório. No hospital a quantidade de trabalho é determinada pela alta e
inconstante quantidade de pacientes que o procura e pela complexidade dos
casos. Frequentemente é possível observar uma situação tumultuada. Isso causa
dificuldade para fazer previsão e organizar as tarefas.
7- Medicamentos exclusivos para via intramuscular devem ser
levados aos hospitais em seringas com agulhas fixas ou em pacotes contendo o
soluto, o solvente, seringas e agulhas específicas para essa via.
Os medicamentos para a via subcutânea que têm doses usuais
definidas também devem ser levados aos hospitais nas seringas com as agulhas
fixadas. Isso, além de evitar acidentes diminui a manipulação do medicamento
dentro do hospital e consequentemente o risco de contaminação por agentes
infecciosos.
É necessário manter seringas de um ml para insulina
disponível nos hospitais pelo fato de haver uma variedade de dose usual muito
grande. Mas, o ideal é que as seringas sejam vendidas com as agulhas fixadas.
8- Frascos de medicamentos de uso tópico exclusivo como
vaselina, de produtos de limpeza, de laxantes orais a base de óleo e xaropes
não podem ter possibilidade de conexão com equipo. As tampas dos mesmos devem
ser rígidas.
9- Definir um tamanho mínimo para a fonte da escrita
utilizada para identificar medicamentos. Existem medicamentos no mercado
identificados com letras tão miúdas que são de difícil visualização, mesmo para
quem tem boa visão.
10- Disponibilizar medicamentos em doses apropriadas para
recém-nascidos a fim de evitar o método de fracionamento com a diluição para
diminuir a manipulação e evitar erros de cálculos que podem resultar em
superdose.
11- Hospitais não devem manter equipes
específicas para diluição de medicamentos. Isso deve ser feito pelo
profissional que vai administrar, uma vez que, o mesmo é responsável pela
medicação. Ninguém deve ser obrigado a fazer infusão de medicamentos diluídos
por outros profissionais.
É muito fácil dizer que não se pode errar ao cuidar de uma
vida humana e que nada justifica uma falha, sobretudo, quando quem diz não é
quem o faz, é cômodo fingir que as condições de trabalho são boas e que os
dirigentes do sistema estão trabalhando para melhorar ainda mais, é confortável
cobrar eficiência de um trabalhador sem querer saber das dificuldades como se
dissesse simplesmente: “se vira”. Porém, é difícil trabalhar sob pressão e ao
mesmo tempo ter inúmeras possibilidades de falhar.
EJIVALDO DO ESPÍRITO SANTO