sábado, 15 de novembro de 2014
Reage Enfermagem: POR QUE ALGUNS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM COMETEM...
Reage Enfermagem: POR QUE ALGUNS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM COMETEM...: É importante que todos saibam como funciona um hospital e como é realizado o trabalho da enfermagem para entender as dificuldades dos pro...
domingo, 9 de novembro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Reage Enfermagem: POR QUE ALGUNS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM COMETEM...
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
CHECKLIST NÃO VAI IMPEDIR ACIDENTES
EM HOSPITAIS
A palavra “checklist”, do idioma
inglês, pode ser traduzida para português como: lista de verificação. Foi
escolhida para ser o nome de um programa que visa eliminar a ocorrência de
acidentes em cirurgias. Está sendo implantado em hospitais, e, é colocado como
uma grande solução. Na verdade não tem praticamente nada de inovador, é
simplesmente uma lista de coisas a ser conferida, uma sistematização de
verificação que os profissionais da enfermagem e médicos devem cumprir para
garantir que a equipe opere o paciente certo no local certo do corpo do mesmo e
da forma correta. É a chamada: cirurgia segura. A grande pergunta é: desde
quando alguém em plena consciência acreditou que é seguro realizar cirurgias ou
qualquer outro procedimento dentro de um hospital sem checar? O “Checklist” é
só mais um protocolo que resguarda as instituições e coloca todo peso da
responsabilidade sobre os profissionais, é como se dissesse assim: vocês não
estão fazendo certo. Façam certo! Na verdade, os problemas são outros. Os
protocolos de atendimento sempre existiram, se é possível colocar em prática e
se resolve o problema é outra história. Alguns são até cômicos. Por exemplo: um
médico escrever na perna esquerda de um paciente a letra “E” na perna direita a
letra “D”. Isso é uma mediada para evitar que se opere a perna errada. Mas, se
um profissional é capaz de operar a perna errada, o que o impede de escrever a
letra “D” na perna esquerda e a letra “E” na direita?
Pacientes internados estão usando
atualmente três pulseiras: uma branca com o nome escrito, uma amarela para
indicar risco de queda e uma vermelha para indicar alergia a algum medicamento.
Detalhe: todo mundo tem algum risco de queda e as instituições tendem a
colocar pulseiras amarela em todos pacientes, se cair é culpa dos
profissionais, foram orientados, foi sinalizado, a instituição fez a sua parte.
Esse é o intuito. Quanto à pulseira vermelha, se eu vou até o quarto de um
paciente para medicá-lo e o encontro usando a pulseira vermelha, sou obrigado a
voltar e descobrir de qual medicação se trata. É mais fácil fazer o que há
muito tempo é de costume: escrever em destaque na prescrição médica o nome do
medicamento o qual o paciente é alérgico. Pacientes confusos arrebentam as
pulseiras, elas ficam sujas, adivinha quem tem que colocar e trocar as
pulseiras! A enfermagem. Muitas vezes, certos protocolos, a sistematização, só servem para gerar mais trabalho e confusão.
Falta de pessoal e, principalmente,
salários baixos, isso sim, é um problema grave. Muito se fala na redução da
jornada de trabalho da enfermagem de quarenta para trinta horas semanais, o que
muita gente não sabe é que trinta horas semanais significa sessenta horas
semanais, porque os trabalhadores sempre têm dois empregos por causa do salário
baixo. Tem pessoas que trabalham em dois empregos e ainda faz plantão extra.
Sessenta horas semanais é tolerável. Mas, setenta horas, oitenta horas,
trabalhar em dois empregos e ainda fazer plantão extra é um absurdo.
Outro problema: é necessário um pouco
mais de racionalidade na produção de equipamentos hospitalares. Os famosos
casos de dieta na veia são mais antigos do que se possa imaginar. Então,
resolveram padronizar a cor do equipo da dieta. Este passou a ser azul para
diferenciar do equipo de medicação e evitar que a dieta fosse conectada na veia
do paciente, Porem, seleção de cores é algo feito racionalmente. Erros com
equipamentos em hospitais são atos falhos provocados pelo cansaço, estresse e
falta de atenção. Atos falhos são irracionais. Por isso. Os erros continuaram
ocorrendo. Coincidência ou não, depois que publiquei no Blog Reage Enfermagem,
o projeto de vias fechadas, no qual, nenhuma via de acesso ao corpo de um
paciente deve ter a possibilidade de se cruzar com outra via, ou seja, todas as
vias devem ter medidas e conexões diferentes; mudaram as conexões do equipo da
dieta, colocaram algumas adaptações, mas, ainda não é o que está no projeto,
ainda há possibilidade de falhas. Além disso, a ideia é que haja uma
padronização da produção dos equipamentos, com relação às medidas das conexões
para todos os fabricantes e que isso seja um padrão em qualquer hospital.
Quando se idealiza uma solução para um grande problema é preciso pensar em eventuais problemas que a solução encontrada pode causar e também se não é apenas uma solução aparente.
Não há regulagem de altura em todas
as macas e leitos existentes nos hospitais, em muitas ocasiões, os
profissionais são obrigados a erguer um paciente pesado de um equipamento para
outro com diferença muito grande de altura. É normal um trabalhador erguer peso
com sua coluna vertebral curvada? Que tal usar um pouco mais a racionalidade e
escolher uma altura padrão para macas e leitos que não têm regulagem eletrônica
ou mecânica de altura? Isso deveria ser um padrão único, pois, é comum a
remoção de pacientes de um hospital para outro. Com certeza facilitaria a vida
dos trabalhadores.
EJIVALDO DO ESPÍRITO SANTO
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